Inauguração da Feira do Livro Espírita
Em 17 de Abril de 1982 foi inaugurada a 1º "Feira do Livro Espírita" na Praça Saldanha Marinho,Em comemoração aos 125 anos de "O Livro dos Espíritos"
| Carlos Gomes, Filha de C. Gomes, Centeno, Eloy Ricaldi, Sonia. |
| Discurso do Sr. Carlos Gomes Souza idealizador da Feira do Livro Espírita. |
| Sr Carlos Gomes recebendo Cumprimentos ao lado Denizard Souza |
Florina da Silva e Souza - Dona Nenê Souza
EM CONSTRUÇÃO
O ato de reinauguração da ALIANÇA ESPÍRITA SANTA-MARIENSE ocorreu na rua Tuiuty, 191 (residência de Alfredo Luiz Silva) em 24 de junho de 1921.
De acordo com informações da nossa irmã Jenny Silva Leal, à época com nove anos de idade, associadas aos dados fornecidos por João Souza, em seu Histórico da Aliança estiveram presentes os seguinte confrades: Alfredo Luiz Silva e família, João da Fontoura e Souza, Octacílio Carlos Aguiar e família, Evergisto Duarte, Diógenes Cony, Marcindo Castilhos entre outras pessoas.
Segundo a pesquisa da irmã Florina da Silva e Souza, a diretoria ficou assim constituída:
Presidente: Alfredo Luiz Silva
Vice-presidente: Universina Pereira da Silva
1º Secretário: João da Fontoura e Souza
2º Secretário Florina Pereira da Silva
Tesoureira: Hercília Nascimento
Nessa época nossos irmãos Florina Pereira da Silva e João da Fontoura e Souza eram noivos, achamos sobremaneira importante esse fato por isso o registramos.
Obs: Após o Casamento Florina Pereira da Silva passou a se chamar Florina da Silva e Souza.
Obs: Após o Casamento Florina Pereira da Silva passou a se chamar Florina da Silva e Souza.
(extraído de Aliança Espírita Santa-Mariense 1921 2001 - 80 anos)
"Abrigo Espírita Instrução e Trabalho , inaugurado oficialmente, em 31 de Março de 1933 com a presença da Sra. Florina da Silva e Souza ( Presidente da Sociedade Espírita Feminina Estudo e Caridade), a Sra. Joaquina Flores de Carvalho. (Conforme consta da Ata n° 39/33 da referida sociedade) Instituição conhecida hoje por "Lar de Joaquina"
OBS: A Sociedade Espírita Feminina Estudo e Caridade, em meados dos anos setenta passou a se chamar Sociedade Espírita "Estudo e Caridade".
Abrigo Espírita Instrução e Trabalho, Crianças Abrigadas, em primeiro plano D. Florina da Silva e Souza
| João da Fontoura e Souza e Florina da Silva e Souza e família |
Conrado Ferrari - Conrado Riegel Ferrari
EM CONSTRUÇÃO
Conrado Riegel Ferrari - desencarnou em S.Paulo em 08/09/1938, tendo nascido na Itália aos 30/06/1877. Um italiano que adotou o Brasil como sua segunda Pátria e que muito fez pela divulgação do Espiritismo na Terra do Cruzeiro. Embora tenha abraçado a carreira teatral, abandonou-a para dedicar-se à causa espírita. Fundou em 1917 o Centro Espírita Luz e Caridade. Encenou várias peças teatrais, de sua autoria, com temas espíritas.
Dr. Pantaleão - Pantaleão José Pinto
Patrono da Sociedade Espírita Pantaleão.
Pantaleão José Pinto, nascido a 30 de maio de 1841, em Santa Maria da Boca do Monte, filho de Francisco José Pinto e Joaquina Pereira da Natividade. Começou seus estudos em Cachoeira do Sul, onde imediatamente distinguiu-se dos demais pela sua inteligência, o que fez com que seu padrinho – padre João de Santa Barbara, vigário de Cachoeira, conseguisse licença para que fosse completar seus estudos na cidade do Rio de Janeiro e não retornasse para a fazenda de seus Pais.
Matriculando-se no Colégio D. Pedro II, obteve em 8 de dezembro de 1861 o diploma de Bacharel em Letras; concluindo o curso secundário, matriculou-se na Faculdade de medicina do Império do Brasil em 1862, tendo, no entanto, no 5º ano interrompido seus estudos, para participar como 1º tenente médico, na campanha do Paraguay a 31 de julho de 1866. No regresso desta campanha, recusa, ele, a medalha da Ordem dos Cavaleiros da Rosa, oferecida pelo próprio Imperador, por ser um jovem republicano.
Formado no Rio de Janeiro em 24 de dezembro de 1872, regressou a sua terra natal, para iniciar sua grande missão: o exercício da medicina. Casou-se em 1873, com a Srta. Ana Haieffner Becker, dando desta união 5 filhos: Aura, Clodomira, Francisco, Nicolau e Ana. Exerceu a medicina em nossa cidade 36 anos; para ele, sua profissão era um sacerdócio, em seu puro coração alimentava carinhosamente, as ilusões que povoaram a alma, nunca se deixando contaminar pelas maldades e decepções da vida. Alem de notável medico, era homem de cultura geral invejável. Para ele, ser médico, era ser a vestal da pira da ciência, na vigília eterna para que o fogo sagrado nunca se extinguisse. Era ser o sacerdote mediador entre o céu e a terra, entre a ciência e a miséria humana, na luta pela paz do espírito e pela saúde do corpo. Tão conhecido pelos seus dotes morais e espirituais, foi ele chamado e conhecido como, “PAI DOS POBRES”, pelo seu alto papel humanitário no exercício de sua profissão.
Não trabalhou para receber honrarias, glórias ou riquezas, viveu isto sim, para cumprir uma missão, lutou para fazer da medicina seu sacerdócio, consumiu a mocidade, a saúde e a vida, para espalhar o bem entre seus semelhantes, porque sabia que um dia diante de Deus suas boas obras seriam pesadas na balança da justiça Divina. Desencarnou a 17 de junho de 1906, com 65 anos. Encontrado morto na rua às 6 horas de manhã friorenta, nada mais foi encontrado no seu bolso, senão uma receita e alguns vinténs destinados a um tuberculoso, seu cliente para onde se dirigia àquela hora. Neste dia, toda cidade se vestiu de luto, principalmente entre os mais humildes, a dor de uma família transformou-se em lágrimas de uma cidade inteira, a sentir e lastimar a perda daquele que finalmente libertou-se para a eternidade.
Transcrição do Livro de ATAS do (ATA Nº 11) Centro Espírita Pantaleão Breve Histórico sobre o Dr. Pantaleão, Patrono da entidade.
Ivon Costa
Centenário de Nascimento do Dr. Ivon Costa
A 15 de julho deste ano comemorou-se o centenário de nascimento(1898-1998) do Dr. Ivon Costa, mineiro de Eugenópolis, que se dedicou à difusão da Doutrina Espírita em terras brasileiras e na Europa, onde residiu por 5 anos.Poliglota, falava fluentemente o inglês, o francês, o espanhol e o alemão, e dono de sólida cultura, pregava de modo a empolgar grandes auditórios, sempre abrindo debates após as palestras, para maiores esclarecimentos de pontos que se mostrassem obscuros aos ouvintes.
Imaginar o trabalho do Dr. Ivon Costa numa época de grandes perseguições e preconceitos religiosos, além das dificuldades de transporte no País, faz-nos admirar mais ainda a sua perseverança na missão de pregar nossa amada Doutrina.
Médico, formado pela Escola Nacional de Medicina do Rio de Janeiro, tornou-se espírita após a desencarnação do pai, ao ouvir uma palestra num Centro Espírita do Rio de Janeiro. Foi como que uma recordação de leituras feitas sorrateiramente, quando jovem, das obras de Allan Kardec, que seu pai trazia escondidas, devido à perseguição religiosa. Vê-se a importância de uma reunião bem dirigida e que verse realmente sobre assuntos doutrinários, pois, ao sair dali encontrara enfim as repostas procuradas às questões que o incomodavam. Conclui então: “Esta será a minha Doutrina, a qual divulgarei por toda parte”.
Tempos depois, já se encontrava pregando nas cidades do interior e nas principais capitais do Brasil e diversos países da Europa, conforme comprovam documentos da época, e sempre com o mesmo afã e alegria cristãs, na difusão da verdade.Fatos marcantes não faltaram à sua vida de pregador.
Certa vez, em Maceió, alugara um cinema para proferir a palestra. Qual não foi a sua surpresa quando, ao chegar, encontrou o cinema fechado e o proprietário aflito a lhe devolver a importância paga, já que, por ordem do bispo, não poderia realizar a transação. O público presente levou-o então para a praça principal, onde havia uma igreja com escadaria, e lá, realizou a palestra sob pedradas e com os sinos tocando, a mando do infeliz bispo. Sua voz porém era portentosa (os portugueses chamavam-no de “o trovão brasileiro”) e mesmo em condições tão adversas pregou até o fim. Anos depois, em uma reunião mediúnica, da qual participava Conrado Ferrari, um dos idealizadores do hospital Espírita de Porto Alegre, ao esclarecer os irmãos comunicantes, uma das entidades se dirige ao Ivon Costa dizendo que parecia mentira que estava sendo atendido por quem mandara apedrejar em vida: era o bispo de Alagoas.
Ivon Costa falava muitas vezes mediunizado, recebendo assistência de seu guia espiritual Leão Tolstoi. Conta-nos sua esposa, Honorina Kauer Costa, residente em Porto Alegre, que algumas palestras eram mais brilhantes que outras e as pessoas o aplaudiam incessantemente. Certa vez, após proferir uma belíssima palestra, onde fora muito cumprimentado, ela abraçou-o felicitando-o e ele lhe disse:”Nunca te envaideças, quando falo normalmente, sou eu, quando falo bem, são eles”. Isto demonstra o quanto ele tinha consciência de sua mediunidade e da humildade que deve acompanhar todo aquele que realmente deseja servir a Jesus. Em Portugal, onde residiu por dois anos, recebia a assistência direta do Espírito João de Deus, que o orientava psicograficamente em versos ou prosa quanto à tarefa a realizar. Relata-nos ainda D. Honorina que o empenho em cumprir seus compromissos era tal, que mesmo no dia do casamento, realizado somente no civil, após o mesmo, ele se dirigiu à cadeia pública de Porto Alegre, onde costumava pregar para os presos. Até na sua desencarnação ocorreu um fato interessante. Tendo sofrido um acidente vascular-cerebral, estando em coma, eis que chega à sua casa um padre para dar-lhe a extrema-unção. Percebendo-o a esposa pede-lhe que se retire, uma vez que sendo Ivon Costa espírita, dispensava os sacramentos in extremis. Se esta atitude não tivesse sido tomada, poderia passar à comunidade que no momento final o Dr. Ivon Costa havia se convertido ao catolicismo, religião que professara na juventude, chegando mesmo a ser seminarista. Residindo na Europa, proferiu conferências em Portugal, Espanha, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, e em França, onde falou na Sociedade Espírita de Paris. Participou do Congresso Internacional de Espiritismo em Haia, na Holanda, em 1931.
Retornando ao Brasil em 1932, fixou residência em Porto Alegre, onde até hoje residem sua esposa e sua filha, a magistrada aposentada, Dra. Céo Kauer Costa.Médico, clinicava gratuitamente, e ainda providenciava dinheiro para a clientela adquirir os medicamentos. Fundou em Porto Alegre a Sociedade Espírita “Caminheiros do Bem”, na Rua D. Tereza, 125, onde pregava e mantinha intenso trabalho assistencial. Publicou o livro “O Novo Clero”, onde analisava criticamente o Catolicismo.
Desencarnou no dia 9 de janeiro de 1934 em Porto Alegre, aos 35 anos de idade, este verdadeiro desbravador que sem temor abriu caminhos à divulgação da Doutrina Espírita, dedicando sua breve vida terrena ao bom combate, vencendo preconceitos e perseguições, levantando bem alto a bandeira do Espiritismo, a Doutrina libertadora de nossas consciências. Em sua homenagem devido à sua atuação no campo doutrinário, existem em nosso país Casas Espíritas que levam o seu nome. Podemos citar as cidades de Belém (PA), Juiz de Fora (MG), Santa Maria, São Leopoldo e Esteio, no Rio Grande do Sul.Nosso querido médium Divaldo Pereira Franco tem recebido mensagens do Espírito Ivon Costa, transcritas em diversos livros, e confidenciou-nos, certa vez, que, em suas palestras, costuma receber a assistência deste valoroso Espírito. A ele e a todos os outros desbravadores que porfiaram antes de nós,deixando-nos um legado de lutas e determinação na difusão doutrinária, sementeira de luz, o nosso preito de eterna gratidão. .
Imaginar o trabalho do Dr. Ivon Costa numa época de grandes perseguições e preconceitos religiosos, além das dificuldades de transporte no País, faz-nos admirar mais ainda a sua perseverança na missão de pregar nossa amada Doutrina.
Médico, formado pela Escola Nacional de Medicina do Rio de Janeiro, tornou-se espírita após a desencarnação do pai, ao ouvir uma palestra num Centro Espírita do Rio de Janeiro. Foi como que uma recordação de leituras feitas sorrateiramente, quando jovem, das obras de Allan Kardec, que seu pai trazia escondidas, devido à perseguição religiosa. Vê-se a importância de uma reunião bem dirigida e que verse realmente sobre assuntos doutrinários, pois, ao sair dali encontrara enfim as repostas procuradas às questões que o incomodavam. Conclui então: “Esta será a minha Doutrina, a qual divulgarei por toda parte”.
Tempos depois, já se encontrava pregando nas cidades do interior e nas principais capitais do Brasil e diversos países da Europa, conforme comprovam documentos da época, e sempre com o mesmo afã e alegria cristãs, na difusão da verdade.Fatos marcantes não faltaram à sua vida de pregador.
Certa vez, em Maceió, alugara um cinema para proferir a palestra. Qual não foi a sua surpresa quando, ao chegar, encontrou o cinema fechado e o proprietário aflito a lhe devolver a importância paga, já que, por ordem do bispo, não poderia realizar a transação. O público presente levou-o então para a praça principal, onde havia uma igreja com escadaria, e lá, realizou a palestra sob pedradas e com os sinos tocando, a mando do infeliz bispo. Sua voz porém era portentosa (os portugueses chamavam-no de “o trovão brasileiro”) e mesmo em condições tão adversas pregou até o fim. Anos depois, em uma reunião mediúnica, da qual participava Conrado Ferrari, um dos idealizadores do hospital Espírita de Porto Alegre, ao esclarecer os irmãos comunicantes, uma das entidades se dirige ao Ivon Costa dizendo que parecia mentira que estava sendo atendido por quem mandara apedrejar em vida: era o bispo de Alagoas.
Ivon Costa falava muitas vezes mediunizado, recebendo assistência de seu guia espiritual Leão Tolstoi. Conta-nos sua esposa, Honorina Kauer Costa, residente em Porto Alegre, que algumas palestras eram mais brilhantes que outras e as pessoas o aplaudiam incessantemente. Certa vez, após proferir uma belíssima palestra, onde fora muito cumprimentado, ela abraçou-o felicitando-o e ele lhe disse:”Nunca te envaideças, quando falo normalmente, sou eu, quando falo bem, são eles”. Isto demonstra o quanto ele tinha consciência de sua mediunidade e da humildade que deve acompanhar todo aquele que realmente deseja servir a Jesus. Em Portugal, onde residiu por dois anos, recebia a assistência direta do Espírito João de Deus, que o orientava psicograficamente em versos ou prosa quanto à tarefa a realizar. Relata-nos ainda D. Honorina que o empenho em cumprir seus compromissos era tal, que mesmo no dia do casamento, realizado somente no civil, após o mesmo, ele se dirigiu à cadeia pública de Porto Alegre, onde costumava pregar para os presos. Até na sua desencarnação ocorreu um fato interessante. Tendo sofrido um acidente vascular-cerebral, estando em coma, eis que chega à sua casa um padre para dar-lhe a extrema-unção. Percebendo-o a esposa pede-lhe que se retire, uma vez que sendo Ivon Costa espírita, dispensava os sacramentos in extremis. Se esta atitude não tivesse sido tomada, poderia passar à comunidade que no momento final o Dr. Ivon Costa havia se convertido ao catolicismo, religião que professara na juventude, chegando mesmo a ser seminarista. Residindo na Europa, proferiu conferências em Portugal, Espanha, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, e em França, onde falou na Sociedade Espírita de Paris. Participou do Congresso Internacional de Espiritismo em Haia, na Holanda, em 1931.
Retornando ao Brasil em 1932, fixou residência em Porto Alegre, onde até hoje residem sua esposa e sua filha, a magistrada aposentada, Dra. Céo Kauer Costa.Médico, clinicava gratuitamente, e ainda providenciava dinheiro para a clientela adquirir os medicamentos. Fundou em Porto Alegre a Sociedade Espírita “Caminheiros do Bem”, na Rua D. Tereza, 125, onde pregava e mantinha intenso trabalho assistencial. Publicou o livro “O Novo Clero”, onde analisava criticamente o Catolicismo.
Desencarnou no dia 9 de janeiro de 1934 em Porto Alegre, aos 35 anos de idade, este verdadeiro desbravador que sem temor abriu caminhos à divulgação da Doutrina Espírita, dedicando sua breve vida terrena ao bom combate, vencendo preconceitos e perseguições, levantando bem alto a bandeira do Espiritismo, a Doutrina libertadora de nossas consciências. Em sua homenagem devido à sua atuação no campo doutrinário, existem em nosso país Casas Espíritas que levam o seu nome. Podemos citar as cidades de Belém (PA), Juiz de Fora (MG), Santa Maria, São Leopoldo e Esteio, no Rio Grande do Sul.Nosso querido médium Divaldo Pereira Franco tem recebido mensagens do Espírito Ivon Costa, transcritas em diversos livros, e confidenciou-nos, certa vez, que, em suas palestras, costuma receber a assistência deste valoroso Espírito. A ele e a todos os outros desbravadores que porfiaram antes de nós,deixando-nos um legado de lutas e determinação na difusão doutrinária, sementeira de luz, o nosso preito de eterna gratidão. .
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*Esta biografia do Dr. Ivon Costa foi encaminhada pelo Centro Espírita Ivon Costa,
de Juiz de Fora, Minas Gerais (N.R.)
EXTRAÍDO DE O REFORMADOR Dezembro de 1998.
Fernando do Ó e a Aliança Espírita Santa-Mariense
Escritor dos mais notáveis, FERNANDO SOUZA DO Ó nasceu na cidade de Campina Grande, Paraíba, no dia 30 de maio de 1895.
Militar do exército alcançou o oficialato em São Gabriel (RS) chegando até o posto de Capitão; cursou contabilidade e direito e, após pedir baixa do exército, passou a exercer a profissão de advogado na cidade gaúcha de Santa Maria, para onde transferiu residência. Casou-se em 1915 com Maria Altina Pereira do Ó e tiveram 11 filhos, 24 netos, 18 bisnetos e um tetraneto. Converteu-se ao Espiritismo em 1932 juntamente com toda a família. Orador de raras qualidades foi muito solicitado para proferir palestras; participou de inúmeras Semanas Espíritas, Congressos, Simpósios e presidiu a Aliança Espírita Santamariense. Médium receitista, recebia em sua casa uma média de 100 cartas semanais, de todo o Brasil, pedindo receitas. Filantropo, além da caridade aos necessitados, prestava assistência jurídica gratuita àqueles que não tinham recursos. Jornalista, Fernando Souza do Ó colaborou com diversos jornais do Rio Grande do Sul e de outros Estados, além da atuação permanente na imprensa espírita. Escreveu sete romances espíritas: A dor do meu destino, ...E as vozes falaram, Almas que voltam, Marta, Apenas uma sombra de mulher, Alguém chorou por mim e Uma luz no meu caminho, proporcionando em todos eles a capacidade de compreender o sentido profundo e elevado da Vida com a simplicidade e a lógica que o Espiritismo oferece. Romancista, contista, teatrólogo, jurista, militar, diplomado em direito (1932). Tem obras de direito e educação. Fernando do Ó desencarnou em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, aos 5 de novembro de 1972.
Extraído do periódico “Terceiro Milênio” da USE, de Nov/2007
| Algumas Obras do escritor Fernando do Ó |
Carta de Daniel Cristóvão à Aliança Espírita Santa-Mariense
Caros irmãos e amigos da Alliança Espirita Santamariense.
A todos, um grande abraço e votos sinceros de paz, luz e harmonia. Desde de que dahi parti, ainda as contingencias da vida não me haviam permittido endereçar-vos algumas linhas, o que ora faço com imensa alegria.
Junto envio, como palida lembrança, aos caros irmãos e amigos,alguns blocos e envelopes timbrados que mandei imprimir para offerecer aos saudosos companheiros da directoria da nossa cara Alliança, onde tantas vezes tive opportunidade de sentir a vibração da família espirita santamariense.
Que innumeras saudades vão pelo meu coração, ao lembrar-me dos momentos felizes que passei junto a vós, queridos companheiros. Jamais das páginas de meu espírito, poderão apagar-se as scenas saudosas de trabalho e propaganda, que ahi desenvolvemos em conjuncto. A começar pela Alliança, todos os centros espiritas dahi, estão no meu coração.Desde o modesto "Paz e Fraternidade" da chacara das flores, ao "Caminho da Luz" Junto ao seminario; desde o "Francisco Costa", ao "Fraternidade", "Guilhermina de Almeida", "Bezerra de Menezes" e até o humilde "Luz e Caridade", situado lá para os confins de Santa Maria, no km3. Deste centro então , as saudades são maiores.E isto, certamente porque, ficando mais distante, exigiu de mim para visitá-lo, maior esforço. Algumas vezes lá fui à pé., sosinho, e outras, acompanhado de minha mulher. Por sinal que numa dessas vezes, apanhamos uma forte surra de chuva. Outras vezes, para ir ao luz e caridade, o fiz a cavallo. E com que doçura me vêem a memoria, os minutos em que, pela estrada a fora, toda branca e silenciosa, eu percorri á noite numas eternas e cariciosas noites de luar, a distancia que me separava daquele centro.Em lá chegando, aguardavam-me as frontes humildes, os rostos enrugados pelo sofrimento, dos companheiros que iam ouvir-me. Muitas vezes, alli me comovi, pois, aquelle centro, pela sua humildade, separado do mundo, situado numa pequena elevação, rodeado de sangas, cheio de amor de silencio, lembrava-me as antigas assembléias cristãs. De todos, finalmente, eu me recordo com infinita saudade. Uma saudade que, estou certo, quando eu partir deste mundo, far-me-lha voltar ahi para rever todos os lugares queridos onde trabalhamos pela causa.
E agora, aqui de tão longe, o que dizer-vos? Somente , caros irmãos, que Jesus vos fortaleça e ampare sempre, a fim de nunca esmorecerdes na lucta da propaganda da doutrina consoladora que vos une. Apello, para os meus caros amigos João Souza, Fernando do Ó, Alfredo Souza, Aristides Lemos, Octacílio Aguiar, e para todos os trabalhadores da seara , ahi de Santa Maria, no sentido de que, a luz da nossa fé seja mantida sempre acesa e vigilante no coração de nossos irmãos.
Com mais um longo abraço e uma prece a Jesus, pelo progresso da doutrina em Santa Maria e pela felicidade de todos os irmãos dahi, aqui fica o irmão de sempre,
Daniel Cristóvão
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