EM CONSTRUÇÃO
João da Fontoura e Souza e Florina da Silva e Souza pais de Denizard Souza
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| 11/2005 Diario de Santa Maria Inauguração SAMPAR |
Diário de Santa Maria 15/05/2010 edição 2499
Morre doutor Denizard
Fundador do Sampar e do Centro Médico Hospitalar enfartou na sexta-feira, às 18h
Santa Maria perdeu, na sexta-feira, um nome que é sinônimo de saúde para a cidade. Morreu, por volta das 18h, Denizard da Silva e Souza, 86 anos. Médico psiquiatra e homeopata, foi um dos fundadores – junto com os irmãos Flammarion e Paulo – do Serviço de Assistência Médica Particular (Sampar) e do Centro Médico Hospitalar, do qual foi diretor-presidente até 2006.
Além disso, Denizard Souza foi professor do curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) por 30 anos e trabalhou no Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência (Samdu), uma clínica pública fechada pelo governo federal em 1955 por motivos políticos.
Conforme a filha do médico, Giorgina Souza, há quatro anos o pai teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Desde então, ele ficou acamado e precisava de cuidados permanentes. Na sexta-feira, conta Giorgina, seu pai passou mal. Uma ambulância foi chamada para atendê-lo, mas ele morreu a caminho do Hospital de Caridade.
– Ele enfartou. No hospital, tentaram de tudo, mas era a hora dele – lamentou Giorgina.
A filha conta que o pai se formou em Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Depois que concluiu os estudos, ele voltou para Santa Maria, onde abriu consultório e começou a dar aulas na UFSM.
– A medicina era a vida dele. Ele gostava de ajudar, especialmente aquelas pessoas que não podiam pagar. Só parou de atender no consultório em 1º de maio de 2006, o dia em que teve o AVC – lembra ela.
Além da medicina, o nome de Denizard Souza também pode ser associado ao espiritismo. Mas sua trajetória na religião é considerada controversa por alguns. Na primeira metade do século, fundou a Aliança Espírita Santa-Mariense. Na segunda, dedicou-se ao estudo de seres extraterrestres e teria, em um dos três volumes de seu livro O Protocolo de Makalou, profetizado a data do fim do mundo: 17 de setembro de 1999.
O livro pode ter rendido admiradores, mas custou parte da credibilidade junto a alguns seguidores da doutrina de Allan Kardec. Mas não foi um “deslize” sem perdão. Até o último de seus dias, quando já não podia mais falar sobre suas crenças, o doutor Denizard recebeu passes de médiuns da Aliança.
Souza tinha quatro filhos – Giorgina, Simone, André e João José – além de netos e bisneto. Ele é velado nas capelas do Caridade. O enterro será às 11h de sábado, no Santa Rita.
FONTE: Diário de Santa Maria: 15/05/2010 Nº 2499Além disso, Denizard Souza foi professor do curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) por 30 anos e trabalhou no Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência (Samdu), uma clínica pública fechada pelo governo federal em 1955 por motivos políticos.
Conforme a filha do médico, Giorgina Souza, há quatro anos o pai teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Desde então, ele ficou acamado e precisava de cuidados permanentes. Na sexta-feira, conta Giorgina, seu pai passou mal. Uma ambulância foi chamada para atendê-lo, mas ele morreu a caminho do Hospital de Caridade.
– Ele enfartou. No hospital, tentaram de tudo, mas era a hora dele – lamentou Giorgina.
A filha conta que o pai se formou em Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Depois que concluiu os estudos, ele voltou para Santa Maria, onde abriu consultório e começou a dar aulas na UFSM.
– A medicina era a vida dele. Ele gostava de ajudar, especialmente aquelas pessoas que não podiam pagar. Só parou de atender no consultório em 1º de maio de 2006, o dia em que teve o AVC – lembra ela.
Além da medicina, o nome de Denizard Souza também pode ser associado ao espiritismo. Mas sua trajetória na religião é considerada controversa por alguns. Na primeira metade do século, fundou a Aliança Espírita Santa-Mariense. Na segunda, dedicou-se ao estudo de seres extraterrestres e teria, em um dos três volumes de seu livro O Protocolo de Makalou, profetizado a data do fim do mundo: 17 de setembro de 1999.
O livro pode ter rendido admiradores, mas custou parte da credibilidade junto a alguns seguidores da doutrina de Allan Kardec. Mas não foi um “deslize” sem perdão. Até o último de seus dias, quando já não podia mais falar sobre suas crenças, o doutor Denizard recebeu passes de médiuns da Aliança.
Souza tinha quatro filhos – Giorgina, Simone, André e João José – além de netos e bisneto. Ele é velado nas capelas do Caridade. O enterro será às 11h de sábado, no Santa Rita.
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